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Ter, 22 de Abril de 2014 12:45
QUAL O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA?

páscoa_1Velho Testamento

Os israelitas passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo, então, o líder do êxodo.

Moisés, atendendo ao chamado de Deus, falou com Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: “Deixa ir meu povo para que me sirva”. Com a recusa do Faraó, Moisés invocou 9 pragas contra o Egito, mesmo assim o Faraó não cedeu. Assim, a décima e última praga fora lançada - Deus enviou um anjo ao Egito para tirar a vida de todos os primogênitos (Ex. 12.12).

Contudo, como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem ao seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe, se alimentar com sua carne e usar seu sangue para passar nas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim, o anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas – daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto.

É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-os para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1,29b).

Naquela noite os israelitas deveriam estar preparados para a fuga rápida do Egito. Eles deveriam assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermento, o matzá (pois não haveria tempo para fermentar o pão), fugindo logo após a refeição. Assim aconteceu, como Deus dissera.

A partir daí os israelitas passaram a celebrar a libertação e a aliança de Deus com eles. Em cada páscoa os israelitas, juntamente com suas famílias, sacrificavam um cordeiro, comiam ervas amargas, o matzá e contavam a história de seus ancestrais, de como viveram o êxodo na terra do Egito e a libertação da escravidão ao Faraó. Até os dias de hoje os judeus celebram a Páscoa dessa forma.

Novo Testamento

Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50), posteriormente, Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano.

A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a Páscoa, atribuindo um novo significado para a mesma. Jesus instituiu a Ceia como um “memorial” para que os seus seguidores se lembrassem de sua morte na cruz em nosso favor. O pão passou a simbolizar a morte dEle, pagando o alto preço da nossa redenção e o vinho a simbolizar a vitória do Senhor sobre a morte e seu reinado de Glória.

Para nós cristãos, a Páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo, pois Jesus foi crucificado na Páscoa, como Cordeiro da Libertação (1 Co 5.7), livrando do pecado e da morte todo aquele que nEle creem.

Muito mais do que dias de folga e dias de comer chocolate e peixe, a Páscoa é a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
Tudo isso aconteceu para que se alguém, algum dia, se arrepender dos seus pecados e aceitá-lo como único e suficiente Salvador, não morra, mas tenha a Vida Eterna ao lado dEle. Tudo isso foi por VOCÊ!

FELIZ PÁSCOA!

 

 

Autora: Júlia Sales

 

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